16 de out de 2013

Professores decidem manter greve e ocupação à Câmara de Goiânia

Mesmo com o início das negociações com a prefeitura de Goiânia, professores municipais em greve decidiram, após assembleia da categoria na manhã desta segunda-feira (14), manter a paralisação e a ocupação do plenário da Câmara de Vereadores.
Em um encontro na Secretaria Municipal de Educação, oito representantes do movimento grevista apresentaram uma pauta com 24 itens de reivindicação. Além dos professores, estavam no local representantes da Secretaria, da Procuradoria-geral do município, do Conselho Municipal de Educação, do Ministério Público e cinco vereadores.
A secretaria afirma estar aberta à negociação, mas impõe limites aos pontos reivindicados pelos grevistas. “Nós temos limites orçamentários que não podemos ultrapassar”, afirma a secretária de Educação, Neyde Aparecida.
Os professores reclamam que poucos pontos foram debatidos durante a reunião. Para eles, ainda não houve avanço. Uma nova reunião na secretaria está prevista para terça-feira (15), Dia do Professor.
Entre as reivindicações da categoria estão o pagamento imediato de titularidade com o fim de cursos de capacitação, gratificação por insalubridade e o enquadramento dos auxiliares educativos como funcionários do magistério. Eles também pedem o fim do parcelamento da data-base, que representa a reposição salarial por perdas inflacionárias.
Um dos pontos mais polêmicos é a manutenção do auxílio locomoção. Um projeto que tramita na Câmara estabelece novas regras para o benefício, que não são aceitas pela categoria. Foi durante a votação de uma emenda a esse projeto que os professores invadiram o plenário da Casa, na terça-feira (8).
Professores montam barraca para passar a noite no plenário da Câmara, em Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Com barracas e colchões, professores se revezam 
em ocupação(Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Ocupação
Mesmo após a Justiça determinar a reintegração de posse, os professores enfatizaram que só vão sair do local quando houver negociação com a prefeitura. "Só vamos sair se houver avanço nas negociações", disse ao G1, Eliane de Oliveira, uma das líderes do movimento.
No sábado (12), os trabalhadores levaram os filhos para comemorar o Dia da Criança no plenário da Casa. Crianças e adultos se fantasiaram de palhaços. Nenhum vereador apareceu no protesto. A cada dia, um grupo diferente participa da mobilização. "Estamos nos revezando", explica Eliane de Oliveira. Para comer, os professores reúnem dinheiro para conseguir os mantimentos." Também às vezes chegam doações, chegam pessoas que trazem as coisas", conta a professora Liliane Tosta.
A greve teve início em 25 de setembro e, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a paralisação prejudica mais de 70 mil alunos, pois 59% das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei) estão sem aulas.

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